domingo, 28 de janeiro de 2007

O céu notu... O QUÊ??

É olhar para o céu e tudo começa. Não se sabe bem o motivo de tal inquietação, tampouco o de ter que se controlar. Salvo engano de minha parte (ouvi essa expressão em alguma aula por aí) existem pesquisas científicas sobre o fator biológico ou psicológico dessa reação química que o céu provoca em nossos dedos. Pelo menos deveria haver. Afinal, é no mínimo estranho o formigamento, a vontade de não sei o quê, o sentimento de perigo iminente. Espere, por que está me olhando assim? Como não sabe do que estou falando? Nossa, como sou tola! Esqueci de especificar o céu, mas você deveria ter percebido que eu me referia ao céu durante a noite! Se olhar para o céu durante o dia, o mínimo que pode acontecer a você é ficar com aquelas manchinhas na vista. Nada inquietante... Ok, eu me rendo. Deveria ter especificado; as manchinhas são um tanto inquietantes mesmo. Enfim, eu falava do formigamento.

Eu falava do formigamento, sim! Não dá mesmo para conversar com você! Pára de discordar de mim, estou perdendo o fio da meada. Como assim o que é “fio da meada”? Você vem de que planeta? Eu? Está me chamando de velha porque uso uma expressão antiga? Ela nem está em desuso ainda! Claro que não está! “Pegar o bonde andando”?? Essa está em desuso! Claro que está! Você, por acaso, está tirando com a minha cara? Não me venha com essa de expressão velha... você estragou toda a minha dissertação sobre a mágica de se olhar para o céu durante a noite! Como assim “que mágica”??? Você nunca foi criança? Toda criança escuta a história das verrugas! Eu chegaria nesse ponto, se você me deixasse concluir meu texto. Quê...? Nunca? Ok, eu conto...

Sempre que você aponta para uma estrela, nasce uma verruga no seu dedo. Por isso o formigamento: porque sabemos que não podemos apontar, mas temos vontade, porque sabemos que é só uma crença popular e... Estrelas só são visíveis à noite. Eu sei que o céu citadino não tem tantas estrelas visíveis, também ia falar disso. Claro que ia! Ia dizer que a vontade é ainda maior na cidade, porque, já que aparecem poucas, as que aparecem temos vontade de mostrar aos nossos filhos. Sei que não tenho filhos. Um dia terei. E daí que não os tenho agora? Por que você está atrapalhando meu texto? Como assim o assunto é chato? Como assim o texto é uma porcaria???

(Pausa). Desculpem-nos pelo transtorno, a escritora teve que se ausentar para resolver um pequeno imprevisto. (Sons de gritos de dor e coisas quebrando). Informamos que está tudo correndo como o previsto. Divirtam-se e tenham um bom dia. A editora.

12 comentários:

Normy \ô/ disse...

Sim... O céu noturno minha cara... O que? Você não vai mais escrever sobre isso? Como assim, você vai deixar agente sem explicações?

Ok... Se não quiser escrever não escreva...

Mas apontar para às estrelas é como escolher à dedo às luzes que traçam nossos caminhos por toda à vida. Não acredito em astrologia e essas coisas exotéricas mas... Hey não me interrompa agora! É minha vez de... Como assim estou roubando o seu espaço e mudando seu tema? Oras... Ok... Vou me calar diante deste fato!

x)

Kady disse...

*OLhando para o dedo, olhando para o céu, olhando para o dedo, olhando...
Ai... não nasceu não, mas eu ouvi isso sim!
Q bom...
Sem estresse hein!
saudades...
bjusssss
vamos ver as estrelas e perceber qd grandes somos ou pequenos perto de todo o resto?

ananda disse...

fantática,com sempre!

tem um tom clariciano nisso aí!c precisa ler!


estrelas....

no commentes about stars!

beijooo,raposaan!

Davi disse...

acho mais fácil crescer verrugas quando se aponta para pessoas... rsrsrs

Raila disse...

As duas expressões citadas não cairam em desuso, e nem são incomuns. Acho que o povo mineiro é todo velho. Aqui falamos coisas antigas, as vezes antigas por demais. E na minha cidade, que não é mais minha, é dos meus pais, pois agora eu moro na capitar... então, aqui dá pra ver muitas estrelas durante a noite :D E viva o interior. \o/

Cara, tô0 com taaaantas saudades de São Tomé. Aquilo sim é ceu. Um dia eu te levo lá, é só você vir me ver. ;*

David disse...

Ah meu! Que legal! Espero que a escritora tenha sobrevivido! =*

Mauricio L.H.P. disse...

*rindo incontrolavelmente*
Muito bom o texto... muito bom, muito fantástico... amei.. adorei...
E nunca tive verruga por apontar estrelas... :P

Beijos BEK!
te amo e te adoro

JD disse...

PUxa... tem hora que é difícil comentar os textos da Bek, porque ela sempre se supera, e eu infelizmente não consigo me superar o suficiente pra fazer jus... aí, sou obrigado a dizer que ela é PHoooooooodda, mesmo! ^_^

Bek, eu já te falei, menina... vai publicar isso! Aceito ser seu editor/revisor/tiete/etc, viu? :P

;*******

PS: tô começando um livro... lalalá-lá... (pelo menos tá na minha cabeça! XD)

Lucas Dib disse...

Muito bom o texto.


(algo mais a acrescentar?? (???) )

Fatima disse...

Adorei esse texto. Sem nexo, sem eixo, sem pé, sem cabeça... como tudo na vida.
bjs.

Ed Fagundes disse...

Hahaha. Belo texto, Bek. Adorei essa sensação de discussão com o leitor. Essa da verruga eu não ouço a tempos, mas na minha infância já fui advertido. hehehe.

BJOS, continue escrevendo.

OBS: Esse é o tipo de texto que fica ótimo publicado em um jornal.

Thiago F. disse...

Escutei esse texto pela fresta da porta do vizinho.

Depis saí correndo.

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